DOMTE | Nacho Flores [ES | CAT]
Duas figuras entram em cena como se viessem de outro tempo. Poderiam ser pioneiros, camponeses ou talvez uma versão primitiva de Adão e Eva. Habitam um pequeno universo rural feito de madeira, ferramentas e matéria bruta. Este é o ponto de partida de DOMTE, um espetáculo de circo contemporâneo que transforma a construção ao vivo numa experiência física, poética e surpreendente.

No centro da cena, Nacho Flores, um carpinteiro visionário de energia contagiante, ergue uma estrutura extraordinária utilizando troncos, vigas e fragmentos de madeira. Ao seu lado, uma multi-instrumentista cria ao vivo uma paisagem sonora feita de música e objetos, acompanhando e dando ritmo à ação. O que inicialmente parece uma acumulação improvisada de materiais transforma-se gradualmente numa arquitetura complexa e monumental. À medida que a construção cresce, os equilíbrios tornam-se mais frágeis e as forças da gravidade e das alavancas revelam-se diante do público.

Entre humor, tensão e virtuosismo físico, o espetáculo expõe a relação intensa entre o corpo do intérprete e a estrutura que constrói. No momento culminante, Flores sobe à gigantesca máquina de madeira que criou e negocia o seu equilíbrio precário como se estivesse a domar uma criatura selvagem. Sem palavras e com uma dramaturgia visual poderosa, DOMTE combina circo contemporâneo, teatro físico, música ao vivo e engenharia cénica. Um espetáculo artesanal, surpreendente e cheio de energia, que celebra a imaginação humana e o prazer de construir algo extraordinário diante do público.
direção GARY SHOCHAT e NACHO FLORES / ideia original NACHO FLORES / intérpretes NACHO FLORES, CÉLINE VITROLLES / ROC SALA / desenho de som ROC SALA, CÉLINE VITROLLES / produção executiva QUIM ARAGÓ / produção CAMALEÒNICA PRODUCCIONS / construção de cenografia ULI WEIGEL, JEREMIAS FANJUL DOMINGUEZ, JAUME VALLS / figurinos MAITE MARTÍN / design gráfico CARLA ALEDO
M3
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Two figures enter the stage as if they had come from another time. They could be pioneers, peasants, or perhaps a primitive version of Adam and Eve. They inhabit a small rural universe made of wood, tools, and raw materials. This is the starting point of DOMTE, a contemporary circus performance that turns live construction into a physical, poetic, and surprising experience. At the center of the scene, Nacho Flores — a visionary carpenter with contagious energy — builds an extraordinary structure using logs, beams, and fragments of wood. Beside him, a multi‑instrumentalist creates a live soundscape made of music and objects, accompanying and giving rhythm to the action. What initially appears to be an improvised accumulation of materials gradually transforms into a complex and monumental architecture. As the construction grows, the balances become increasingly fragile, and the forces of gravity and leverage reveal themselves before the audience. Between humor, tension, and physical virtuosity, the performance exposes the intense relationship between the performer’s body and the structure he builds. At the culminating moment, Flores climbs the gigantic wooden machine he has created and negotiates his precarious balance as if taming a wild creature. Wordless and driven by a powerful visual dramaturgy, DOMTE combines contemporary circus, physical theatre, live music, and scenic engineering. An artisanal, surprising, and energetic performance that celebrates human imagination and the pleasure of building something extraordinary in front of an audience.
direction GARY SHOCHAT and NACHO FLORES / original idea NACHO FLORES / performers NACHO FLORES, CÉLINE VITROLLES / ROC SALA / sound design ROC SALA, CÉLINE VITROLLES / executive producer QUIM ARAGÓ / production CAMALEÒNICA PRODUCCIONS / set construction ULI WEIGEL, JEREMIAS FANJUL DOMINGUEZ, JAUME VALLS / costumes MAITE MARTÍN / graphic design CARLA ALEDO
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